As discussões podem ser saudáveis!
Uma disputa sensata pode ser altamente benéfica para a relação

As discussões podem ser saudáveis!

27.02.2016 10:46

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Apesar das discussões serem tristes, os psicólogos convencem que podem trazer algo de bom. O que fazer para que a discussão se torne em algo saudável e os remorsos abafados não se transformarem numa disputa violenta?

A capacidade de discutir é uma das características mais importantes a aprender. As tristezas abafadas durante meses e meses podem levar a uma verdadeira explosão que já destruiu inúmeras relações. Como discutir de forma sensata? Convidamos a uma leitura do nosso guia.

Porque vale a pena discutir?

A disputa muitas vezes está associada ao sentimento de crise na relação e a palavras desagradáveis que pronunciamos ou ouvimos por parte do nosso parceiro. Como não queremos correr o risco de palavras maldosas, preferimos aguardar alguns dias em silêncio, abafando as emoções e pretensões. Estes dias de silêncio no entanto não têm nada a ver com a solução do ambiente tenso e com respeito pelos sentimentos um do outro. Especialmente porque por trás de discussões triviais muitas vezes escondem-se grandes emoções e sentimentos graves (ciúmes, saudade, depressão). Ao esconder estes sentimentos, privamo-nos da certeza de que cada um de nós ainda se importa pelo outro.

O que fazer para tornar a disputa benéfica para a relação? Na sua base, antes de mais nada, tem que encontrar-se a vontade verdadeira e honesta de chegar a um consenso. A troca de argumentos sensata que pode levar a algo de bom apenas é garantida se prevalecer o desejo de chegar a um acordo. Outra regra importante, é o respeito pela outra pessoa, pelos seus sentimentos e pelas suas tristezas. Aprenda a ouvir atentamente a outra parte em vez de concentrar-se apenas nas suas razões. Somente nesse caso a discussão pode ajudar a solucionar os desentendimentos de forma sensata e a livrar-se de emoções negativas.

Expresse aquilo que sente

Não nos referimos a uma apresentação de todas as queixas e observações dirigidas ao nosso parceiro. As acusações disparadas com a velocidade de uma metralhadora na direcção do nosso parceiro despertam reacções iguais – como resposta recebe um monte de acusações e de palavras tristes. Desta forma entram num círculo vicioso em que atiram acusações um contra o outro e… nada muda. Tente aprender a expressar emoções relativas apenas àquilo que sente no respectivo momento. Diga: “Está tudo em cima da minha cabeça. Sinto raiva e tristeza porque tenho que tratar de tudo sozinha”. Esta mensagem certamente tem um melhor efeito do que: “Não levaste o lixo para fora! Não tens cura e apenas pensas em si próprio!”.

Entender a outra pessoa

Durante cada discussão é importante entender as intenções da outra parte. Não se deixem dominar pelo stress e pelos nervos. Quando estão enervados é mais difícil controlar aquilo que dizem, também é mais difícil concentrar-se sobre as necessidades da outra pessoa. Ao falar com o parceiro, mantenha a calma e tente não transformar a disputa numa guerra que pode ferir um ou o outro. Mesmo se for o parceiro a atacá-la e atira acusações ignorando o seu esforço para chegar a um compromisso.

Quando o conflito tornar-se mais sério e não conseguirem controlar os nervos, diga que regressarão à conversa quando o parceiro acalmar. Diga aquilo que sente. Não tenha medo de dizer: “Gritas comigo em vez de falar calmamente. Avisa-me quando te passar”. Desta forma dá um sinal ao parceiro de que quer chegar a um compromisso e consenso. Não entre em brigas desnecessárias que apenas pioram a situação. Também não deve regressar a histórias antigas que não estão relacionadas com o tema actual. O seu parceiro apenas irá memorizar que comportou-se de forma injusta.

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